quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Só porque não sou gente

Sem palavras...lindo texto para refletir!!

Bjos


 
Por: Silvana Souza protetorasss@hotmail.com

“Não passe tão indiferente só porque eu não sou gente,

só porque não sei… falar.
… Também sou um ser vivente, sinto as dores que você sente
mas não posso me expressar.

Sou um bicho abandonado, pela vida maltratado,
quase sempre escorraçado,a té mesmo apedrejado!
Vivo sedento e faminto, ninguém quer saber o que sinto!
Se fico doente e triste vejo logo um dedo em riste.
E vem a sentença fatal: – Melhor matar este animal!
-Ele deve estar raivoso!
Para sua comodidade vive dizendo inverdade,
fazendo muita maldade, seu mentiroso.

Mesmo que esteja raivoso, já foi descoberta a vacina.
Mas para a sua raiva humana, ainda não existe remédio,
nenhuma medicação, com toda sua evolução, na história da medicina!

Você mata o próprio irmão, faz guerras assalta,
mata com ou sem razão,às vezes por ambição!
É bem pior que eu, que chamam de vira-lata!

Olhe bem pro meu semblante:
-Estou triste, apavorado, pois a qualquer instante,
posso ser sacrificado!
Mas você não se importa nem com o seu semelhante!
-Você sim, está doente, egoísta, indiferente.
Mas se algo ruim lhe acontece logo lembra que há Deus,
chora, reza e faz prece…
mas Deus só ajuda aquele que de todos se compadece.

Lembre-se do que escreveu São Francisco de Assis:
-Quem maltrata um animal jamais poderá ser feliz!”

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

DIDA - Dia Internacional dos Animais

   Dia 10 de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Animais (DIDA), criado pela ONG inglesa Uncaged em 1998. A data é uma alusão à ratificação, na ONU, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, e visa chamar atenção para a necessidade de inclusão de todos os animais como sujeitos morais, de direitos, capazes de sentir e sofrer. Esta posição é defendida com base na teoria dos Direitos Animais. No Brasil, o DIDA começou a ser celebrado em 2006.

    O Ula irá celebrar o DIDA com uma ação educativa no Calçadão de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro (RJ) dia 10 às 15h. Será realizado, com a colaboração de ativistas independentes e de outros grupos, uma exposição viva com banners abordando diversas questões dos Direitos Animais, encenação e panfletagem, levando informação, despertando a curiosidade e a reflexão na população, e motivando mudanças em prol dos animais.

   A panfletagem contará também com a distribuição de receitas natalinas veganas, fazendo parte da campanha "Natal com mais Vida", criada em 2008, que convida as pessoas a terem um natal com mais paz e compaixão.

    Se você quiser acrescentar e se juntar a nós, entre em contato: contato@uniaolibertariaanimal.com
 

sábado, 26 de novembro de 2011

Bem-estarismo dá nisso!

   Primeiramente eu queria pedir desculpas pela demora, mas o Blogger não estava me deixando fazer postagens, por isso o blog ficou meio parado.

   Finalmente consegui voltar à ativa, e estou aqui com mais uma postagem! Essa matéria foi publicada no Cantinho Vegetariano e eu achei muito importante compartilhar. Leiam com muita atenção! 

    Bjinhos!!



foie grasPatê de fois gras ético? Estou até agora pensando qual seria o princípio ético capaz de justificar que os humanos forcem animais de outras espécies a nascerem, a comerem alimentos não apropriados à saúde de seu fígado, para depois os matarem “eticamente”, usando recursos tecnológicos dos quais nenhum animal de outra espécie pode escapar, se é que algum da nossa espécie o conseguiria. Pelo feito aos judeus sob o regime nazista, parece que a possibilidade de chegar à liberdade saindo de uma câmara de gás é realmente ínfima. Imagine essa possibilidade para os patos e gansos criados no regime de engorda e degeneração do fígado para a produção do patê. Eles matam o animal depois de gerar em seu fígado a esteatose, inevitável em consequência da alimentação que os obrigam a ingerir.

E chamam isso de patê de fois gras ético? Se isso for ético, então o nazismo também o pode ser, pois também mataram judeus com gás, em vez de seguir executando-os a tiros, à beira de uma vala cavada previamente por eles.

É nisso que dá, defender tratamento bem-estarista para os animais, e ao mesmo tempo fingir que assassiná-los não tem nenhuma implicação ética. Só uma moral esquizofrênica pode lidar com tais práticas com naturalidade. E só uma moral esquizofrênica pode separar as duas questões, a da vida e a da morte, como se uma não tivesse qualquer ligação com a outra. Só uma moral esquizofrênica pode admitir que comer um animal morto a gás é moralmente justificável, enquanto comer um animal morto a tiro, ou degolado, não o é.

Da perspectiva do animal que foi morto a gás, a vida dele importava tanto para ele, quanto importa a vida para o animal morto a tiros, ou por degola. Da perspectiva do animal morto a tiro dentro de um abatedouro, a vida dele importa tanto para ele, quanto importa a vida, para um animal morto a tiro numa floresta.

Defensores do “bem-estar animal” se animam quando Brigitte Bardot faz campanha contra o extermínio de animais abandonados na rua em país do leste europeu. Revoltam-se quando alguém os lembra que essa senhora não faz campanha para abolir a produção de fois gras em seu próprio país. Nas mesmas páginas da ANDA onde comentários são publicados sobre a técnica de abate de cães em restaurantes na China, para consumo de carne fresca por parte dos comedores humanos, há xingamentos a todo o povo chinês, gente pedindo que sejam mortos como matam aqueles cães, gente pedindo que um vírus ataque toda a população da China e a dizime. Mas, esses mesmo internautas apegados a cães e gatos, nunca se pronunciaram sobre o fato de que porcos são colocados ainda vivos nas caldeiras com água fervente, e têm essa experiência, a da água fervendo em seus pulmões, como último gesto humano contra sua vida. Mas, daí a concluir que, então, se o animal for morto sem dor, o ato de matá-lo torna-se “ético”, é um salto acrobático que nenhuma ética genuína está preparada fisicamente para fazer.

foie grasAssim, em cada país parece que as pessoas estão muito à vontade quando abraçam a sua espécie predileta de bicho, e muito nervosas ficam quando um bicho da espécie que escolheram estimar é tratado de modo cruel em outro país. Esse especismo eletivo assola as mentes humanas ao redor do planeta, menos a mente dos veganos, que não discriminam nenhum animal por conta de sua espécie.

Para que o fígado de um ganso ou pato deforme de tal modo que se torne dilatado e mole, podendo ser transformado numa pasta macia para passar no pão e na torrada de humanos que já estão muito bem alimentados e não têm carência alguma de proteínas, nem de origem animal, nem de origem vegetal, o animal é submetido a uma dieta absolutamente fora do padrão específico que configura a dieta de sua espécie. Quando o sustento desse animal começa a pesar no bolso do produtor, ele “acelera” o processo de degeneração do fígado dos bichos, introduzindo quantidades imensas de comida por um tubo enfiado pela boca até o estômago do animal. Por natureza, o animal não comeria mais do que o suficiente para sentir-se satisfeito. Por ser fonte de lucro para os humanos, ele é forçado a comer o que não suportaria, se estivesse livre. No esforço de digerir esse alimento, o fígado vai deformando, inchando. Assim alcança o ponto desejado pelo “produtor”. O ponto desejado pelo comedor que compra o fois gras. O ponto não desejado pelo ganso ou pato cujo fígado incha. A ética, nesse momento, em que o fígado do animal foi deformado pelo manejo que visa vendê-lo, não é chamada a julgar.

Chamam de “orgânica” a nova técnica de fazer inchar o fígado dos animais. Eles têm seu organismo igualmente deformado pela dieta oferecida, rica em gordura vegetal e grãos. Eles têm sua vida igualmente ceifada. Eles foram forçados a nascer apenas porque têm um fígado sensível a alimentos inadequados. Eles acabarão do mesmo modo, mortos. Seus fígados inchados e deformados acabarão do mesmo modo triturados até formarem uma pasta (patê). Essa pasta será igualmente passada sobre torradas e pães. A vida dos gansos e patos, criados no sistema de confinamento tradicional pela indústria do patê de fois gras, e dos criados no “sistema orgânico”, têm para os humanos que os criam, para os que os matam, para os que compram o tal do patê, o mesmo valor: nenhum. Destituir a vida de um animal de qualquer valor, e depois classificar de ético o sistema de tirar a vida do animal de forma que ele não perceba os gestos que o abatem, e chamar a essas invenções de “orgânicas” e “éticas”, é chegar bem próximo do limite da decência humana.

foie grasHá quem mereça comer esse tipo de alimento. Mas, os animais não merecem ser transformados em delicatessem para atender a apetites dessa pequenez moral. Nenhum animal merece isso, não importa o tipo de iguaria cobiçada pelos humanos.

Na Alemanha, a produção do patê de fois gras foi abolida. Mas, a comercialização do patê de fois gras produzido na França, ainda não. Somado todo patê produzido no mundo, a França responde por dois terços dessa produção. Brigitte Bardot já afirmou que os árabes deterioram a finíssima cultura francesa com sua presença e valores. Mas, que eu saiba, não foram os muçulmanos quem inventaram enfiar comida garganta abaixo de um animal, para depois matá-lo e retirar seu fígado dilatado para fazer patê.

Aliás, pelos princípios religiosos muçulmanos, nenhum animal pode ser “desfigurado”. Nenhuma parte do corpo de um animal pode ser manipulada de modo a que perca o design de sua natureza específica. Quem são os bárbaros na “civilização” contemporânea?
 
Por Sônia T. Felipe

Fonte - Cantinho Vegetariano

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Os Animais, o Direito Brasileiro e o Poder do Voto

 

OS ANIMAIS, O DIREITO BRASILEIRO E O PODER DE VOTO

“Buscai a Verdade que ela vos libertará!”.
Jesus

   Caro(a) leitor(a), sob a perspectiva jurídica, inauguramos com esse artigo uma série de orientações, reflexões e respostas a suas dúvidas acerca dos direitos dos animais e de situações do dia-a-dia envolvendo os animais.
   O Direito brasileiro, vasto e rico, traz princípios e leis que precisam ser divulgadas e explicadas para que todo cidadão compreenda que respeitar os animais não é favor, mas, sim, dever legal de todos os cidadãos e do próprio Estado brasileiro. Ademais, este dever, se for descumprido, configura crime, como veremos, mais à frente.
   Preliminarmente, é bom recordar que “o flagelo da humanidade é a ignorância!” Essa máxima indica que a saída da humanidade do labirinto do sofrimento se dá pelo fio condutor da verdade. Estamos sujeitos a sofrer e a fazer sofrer ao próximo e aos animais por que somos, ainda, um tanto ignorantes, em diversos planos. É bom alcançarmos, todos os dias, a humilde condição socrática de afirmar que, em face do infinito da Vida e do universo, “só sabemos que pouco sabemos.”
   Nesse contexto, o sofrimento causado pela humanidade aos animais, problema complexo e multifatorial, também está relacionado com a ignorância, de diversas formas e em diversos níveis. Temos a convicção desse fato e trataremos, nesse artigo, da ignorância jurídica e da necessidade de políticas públicas em prol do bem estar animal.
Apesar da suposição de que todos devem conhecer a lei e de que ninguém pode alegar o seu desconhecimento para isentar-se de responsabilidades, o fato é que, no Brasil, em nossa educação escolar formal não recebemos nem o mínimo necessário de conhecimentos jurídicos para o exercício consciente da Cidadania – o que inclui o respeito aos direitos dos animais. Essa noção de cidadania deve ser ensinada nas escolas, como defendemos, desde o ensino fundamental.
   Assim, para apresentar o tema do Direito, cabe esclarecer que o ordenamento jurídico brasileiro é um conjunto de normas, princípios e leis organizado de forma hierárquica, como se fosse, simbolicamente, uma pirâmide. Hierarquia significa que a norma inferior deve respeitar o que a norma superior estabelece, senão será, como conseqüência, uma norma inválida. Para nós, a Lei Maior, a Lei das leis, o topo da pirâmide, a norma suprema e hierarquicamente mais elevada de todas é a Constituição Federal de 1988 (CF/88). Toda e qualquer lei, ato administrativo ou decisão judicial deve acatar e respeitar o que dispõe a Constituição Federal, sob pena de ser inválida e inconstitucional, estando quem o pratica sujeito a sanções e punições.
   Acerca da defesa dos direitos dos animais, em seu artigo 225, parágrafo primeiro, inciso VII, a CF/88 dispõe que é dever do Estado brasileiro, ou seja, de todos os poderes, órgãos e servidores públicos, e de toda a sociedade brasileira, cumprir e fazer com que todos respeitem a proibição de se praticar crueldade com os animais, em nosso território. Ou seja, acima de todos, determina nossa Constituição Federal que é proibido praticar crueldade com os animais.
   Dez anos depois, em 1998, foi publicada a lei federal 9.065, que, regulamentando esse artigo 225, da CF/88, tipifica o crime de maus tratos em seu artigo 32, vide abaixo:

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
 § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

   Lamentavelmente, os fatos demonstram que, em sua maioria, o cidadão brasileiro e até mesmo as autoridades públicas brasileiras, como, por exemplo, os prefeitos, as polícias militar, civil, etc. ainda desconhecem que os animais são protegidos pelo Direito brasileiro contra a crueldade e os maus tratos, conforme estabelecem a Constituição Federal e a lei federal 9.065/98.
   Assim, muitas vezes, as autoridades públicas, num misto de ignorância e de falta de vontade política, tanto se omitem de agir quando presenciam ou recebem a denúncia de crime de maus tratos a algum animal como deixam de implementar políticas públicas para fazer valer os direitos dos animais, como, por exemplo, a construção de abrigos públicos, a esterilização gratuita e em massa dos animais de rua e da população carente, a identificação obrigatória dos animais através de microchipagem etc.
   Portanto, cientes da ineficiência e da inércia do poder público, a parcela da sociedade civil que ama os animais precisa se organizar objetivando divulgar os direitos dos animais para o restante da sociedade, educando-a, e para cobrar das autoridades públicas que “retirem esses direitos do papel” e os coloquem efetivamente na prática! Lutemos, com união, inteligência e amor, pelos direitos dos animais!
   Ano que vem e em todo ano de eleições devemos: 1. exigir prévia e expressamente dos candidatos aos cargos públicos a formulação de políticas públicas para implementar o bem estar dos animais e 2. só votarmos naqueles que se comprometerem publicamente nesse sentido. Os animais não votam; mas, nós, sim! Faça valer seu voto em prol dos direitos dos animais! Políticas públicas para o bem estar animal, já! Unidos somos mais!
   Aguardamos seus comentários, sugestões de temas e dúvidas. Todas as mensagens serão respondidas.

Abraços,
Rodrigo Vidal

Texto extraído do Site Alma Animal. 
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